Nos dias 28 e 29 de junho aconteceu em Brasília o III Fórum Nacional de Cidades Digitais. Promovido pela Network Eventos, teve como tema central o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Para contextualizar a importância de um PNBL que atenda efetivamente aos interesses e necessidades das populações, foram mostrados alguns projetos interessantes de inclusão digital e de implementação de cidades digitais.
Entre as apresentações do evento destacam-se as Casas Digitais nas comunidades menos favorecidas, o sistema de tecnologia e inclusão da cidade de Icapuí-CE e o modelo de Campinas de cidade digital.
Parcerias
Já na cerimônia de abertura foi possível perceber que o evento não ficaria apenas em questões de ordem tecnológica. O presidente do Serpro (Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal), Marcos Mazoni comentou sobre os ataques aos sites do governo. Mazoni tranqüilizou a todos quando garantiu que não houve invasão nos ambientes seguros.
Outro participante foi o gerente comercial PNBL da Telebrás, Luiz Nelson Vergueiro. Ele disse que as parcerias de sua empresa com diversas prefeituras têm contribuído para a criação de cidades digitais e melhorado as possibilidades de backhaul (termo que se refere ao transporte de tráfego entre o sistema que distribui informação e os pontos de coleta e distribuição desses dados).
Também comentaram de forma satisfatória quanto ao empenho das cidades em se tornarem digitais foram o diretor de infraestrutura para inclusão digital do Ministério das Comunicações, Heliomar Medeiros de Lima, o gerente executivo da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil, Jesualdo Conceição da Silva e o presidente da Etice (Empresa de Tecnologia de Informação do Governo do Ceará), Fernando de Carvalho Gomes, que, em outro painel, apresentou a experiência do governo cearence para massificar a banda larga.
O sonho brasileiro
O diretor do e-gov, órgão da Secretaria de Logística e Tecnologia de Informação, do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri de Oliveira, lembrou a recente pesquisa “O Sonho Brasileiro”.
Um dos pontos enfatizados por Oliveira foi o índice expressivo de 80% dos jovens que disseram ter orgulho do Brasil, acenando para a necessidade de os governos investirem em sistema e ferramentas de incentivo à participação dos jovens nas sociedades.
PNBL
O III Fórum das Cidades Digitais abordou ainda o compartilhamento e a cooperação do plano e da banda larga nos estados e municípios de forma tornar o acesso à internet rápido e abrangente, para que se possa instituir políticas públicas na saúde, educação, segurança, entre outros segmentos, de forma a garantir as necessidades de toda a população brasileira e não apenas das localidades próximas aos grandes centros.
Casas digitais
O segundo painel, que abordou a banda larga nos territórios digitais, contou com uma apresentação do projeto Casas Digitais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que leva a inclusão digital e sobretudo a internet a famílias dos locais mais distantes dos centros e mais desprovidos de infraestrutura.
A apresentação foi da representante do Ministério, Rossana Moura, que apresentou um vídeo mostrando um pouco do trabalho. O Brasil, segundo ela, possui 115 casas digitais que pertencem ao projeto.
Este mesmo painel contou com a fala do diretor de relações governamentais da Qualcomm, Francisco Soares.
Cases de sucesso
Uma parte do evento foi dedicada aos cases de sucesso de cidades digitais, de mobilidade no governo, aplicações de governo móvel e aplicações e softwares .
Em relação à experiência de Campinas, segundo o diretor técnico da IMA ( Informática de Municípios Associados) , Marcelo Andrade Pimenta, esse município já conta com sistemas integrados aos cidadãos para a obtenção de serviços públicos. Entre os exemplos, ele enfatizou a questão da saúde, para a qual, o munícipe que passar por qualquer um dos equipamentos (postos, pronto socorros, hospitais) já será reconhecido pelo sistema de tecnologia, agilizando o seu atendimento.
Foram citadas ainda as ações de inclusão social e digital da prefeitura de Anápolis-GO, pelo diretor de Gestão Tecnológica e Comunicação, Mário Sérgio Moreira.